E ae, você chegou aqui sozinho?
Risos pra quem diz: não preciso de ninguém. Parte melo-dramática
do blog, só que quase. Não poderia viajar pra França, sem antes dizer, como
cheguei aqui. Não vou repetir a primeira postagem, pois pra eu conseguir esse
intercâmbio, ter essa oportunidade, eu tivesse que passar por etapas, estudos,
professores, amigos, pais e família...
Coloque
aquela musiquinha de fundo, e pense em uma janela de passado. Há muito tempo
atrás, numa cidadezinha chamada NOVA GLÓRIA (mais conhecida por: capital do
norte goiano, por quem convive comigo), estava eu, sendo fabricado, cultivado e
então no dia 22 de dezembro de 1992, parido, em Ceres, claro, por que a capital
não tem maternidade :D .
Meus pais
sempre me educaram tão bem, pena que fiz publicidade. Kkkkk Sim, no começo eles
não gostavam. Mas eu estudei, e um fato interessante, nunca paguei escola,
sempre foi em instituições públicas, começando pela linda e maravilhosa Escola
Municipal Moranguinho, onde todos da minha época estudavam, pois era a única na
cidade que oferecia. Depois, fui pra Escola Estadual Mariana Schettine, onde
foi o ápice da mudança, a “Tia Célia” era um doce e comecei a me desenvolver,
depois, a “Tia Marinalva”, que mandou minha mãe me colocar numa aula de
reforço, sim eu era retardo, hoje eu disfarço bem, não?
Pois é, essa parte merece um parágrafo.
Eu era retardado, não copiava as coisas a tempo e fica prestando atenção em
tudo que acontecia ao meu redor, menos na professora, vendo isso, a Tia
Marinalva, começou a trabalhar isso comigo. Eu melhorei, minha mãe ficou feliz,
eu comecei a tirar notas boas. Agora já não tirava notas vermelhas.
Posterior, e ainda no mesmo
patamar, vou pro Colégio Estadual Heloisa de Fátima Vargas, terminei o ensino
fundamental, nada demais, até por que era o único da cidade também que oferecia
essa modalidade. Ressalto uma coisa, foi lá que fiz grandes amigos, e muitos
que duram até hoje, além dos meus vizinhos, que também somos amigos. Não fiz o
ensino médio lá, fui pra Escola Agrotécnica Federal de Ceres, foi uma experiência
transformadora e onde cresci muito.
Sim, foi lá que entrei para o
mundo da pesquisa, viajei à congressos, conheci novos estados, andei de metrô,
tive meus primeiros professores mestres e doutores. Arrumei mães, primos, irmãos,
pais, tios e grandes amigos. Fiz coral, música e outros. Eu era peão, só que não.
Acho que a postagem já está
grande demais, e paro por aqui, mas a história não, pq a Agrotécnica tem muitas
histórias, interessantes, comprometedoras (não minhas, por isso não conto) e
legais, que fazem pessoas chorarem, de rir, claro.

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