Felicidade e amor, coisas que passaram nesse coração de intercambista.


Pois é gente, parte melancólica desse blog. Hehehehe

É um pouco estranho dizer, mas esse blogueiro que tomou gosto em escrever (tomou cerveja, vinho, vodka, whisky e até absinto também huahuahua), escreveu poeminhas, fez declarações, posta coisas idiotas no facebook, twitter, instagram e todas as outras redes sociais que o mundo oferece, vem aqui, onde passam todas as alegrias, tristezas e coisas neutras também, pra escrever sobre o AMOR e a SAUDADE.

Pode até ser besta, mas as vezes, de tanto fazer a mesma coisa, do mesmo jeito, com as mesmas pessoas, nós fechamos os olhos e até mesmo a forma de exprimir os sentimentos.

Primeiro, o que é saudade? Não tenho coragem de escrever sobre, é tão estranho, bizarro no bom francês. Saudade, falta, sente falta, precisa daquilo ou daqueles, sente mais falta, sente que está se sentindo mal, só, ou apenas com um vazio, que nada pode preencher, nem mesmo novos amigos que são do peito.

Encontrei brasileiros, e dentro desse grupo pessoas que levarei pra vida inteira, de várias regiões do País. País esse que sou mais apaixonado, que me traz prazer, felicidade, Sol, amores... Descobri que pra mudar o País precisamos sermos brasileiros, sim, BRASILEIROS, amantes de País maravilhoso, com palmeiras e sabiás. Entrarmos na política sem partido e apenas pensando no melhor. Reclamar menos, e pensar: “Na França, não existe saúde pública, mantida pelo governo”, mas os que moram de aluguel ganham ajuda de custo. Escolas são boas e gratuitas.
Brasil? Podemos ser igual ou melhores, podemos ter transporte de qualidade.

Sim, esse é o amor pela pátria.

E o que me falta são outros amores, são meus amores, são as pessoas que me amam, que posso ter certeza disso. Compro lasanha e lembro da minha irmã do meio, fico doente, caço um remédio e lembro da mais velha, vou comprar roupa ou me vestir lembro das duas. Quero carinho, lembro da mamãe. Quero alguém forte (não de força) quero meu PAPAI.

PAPAI, como não sou uma pessoa que esconde muito a vida, escrevo aqui mesmo. Meu pai por algum tempo fez minha família sofrer, com alguns problemas que ele arrumou (não eram financeiros, só pra constar). A gente sofreu, eu e ele tínhamos uma relação meio oi e tchau, já felei coisas pesadas pra ele, e o mesmo já escutei. Mesmo no Brasil já tinha perdoado ele, mas não eramos os melhores amigos, até porque eu sempre pensei que ele me achava um vagabundo e que não teria futuro.
Sempre achei coisas, construí na minha cabeça. Papai, meu Pai, que sempre fez de tudo pela gente, filhos e todos que estão a volta. Junto com a minha mãe cresceram. Hoje tenho uma família bem financeiramente, não somos ricos, mas vivemos bem.

Depois de tudo que passamos, o filho meio sem futuro (para alguns tios, e pensava eu pra minha família lá de casa também) saí pra estudar fora por conta do governo.

Sempre estudei em escolas públicas, municipal, estadual e federal. Ensino Médio técnico. Comecei a trabalhar com 12 anos na loja de fotografia do meu tio, saí de casa com 14 pra estudar na Agrotécnica (Escola Agrotécnica Federal de Ceres, hoje Instituto Federal Goiano – Campus Ceres), depois com 17 fui pra Goiânia fazer faculdade com meia bolsa do PROUNI (bolsa do governo federal), trabalhava na empresa da família do meu cunhado. Queria sair de la, fiz entrevista e passei pra um estágio, no mesmo dia descobri que tinha passado na prova de transferência pra UFG (Universidade Federal de Goiás).

Fui pra lá, entrei em projetos de pesquisa e extensão, com meu “acordo na empresa” paguei a matrícula no Francês, fiz dois semestre por minha conta, trabalhei e paguei, o segundo mamãe me ajudou, o terceiro, quando já tinha me inscrito pro CSF (Ciência sem Fronteiras), papai pagou, e pagou a prova de Francês da Aliança Francesa também.

Esse homem, o papai, me escutou, pedi pra não ir pra chácara, e ele disse: “pode estudar pra sua prova”, essa mulher, mamãe “mamãe vai por internet aqui em Nova Glória pra você estudar perto da mamãe”. Passei as Férias estudando, tirei 50, mínimo para vir.

Fiz curso de Francês na França, vim pra Universidade Lille 3, fazer Cultura e Mídia. Estou aqui ainda, pretendo ficar até junho.

E o que isso tudo tem haver com AMOR E SAUDADE? Meus amigos e família, me ajudaram. Minha família sempre comigo, e eu já pensei estar só. Descobri o amor que sinto pelo papai aqui longe, do outro lado do oceano. Disse te amo. E pela 4ª vez chorei, no dia 15 de novembro de 2012, saudades? NÃO, felicidade. Fui escrever uma carta de “feliz aniversário” pro papai, e chorei, me declarando. :) hehehehe

Saudades e amor, isso esse intercâmbio me ensinou o que é, ou melhor, me fez sentir verdadeiramente.

Desculpem o texto enorme e sem fotos.

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