Música popular do sertão brasileiro, sertanejo, suas faces e uma nova percepção musical.
Nasci em uma cidade no
interior de Goiás, Nova Glória, depois fui para Ceres fazer o
Ensino Médio, na Agrotécnica. Logo em seguida, fui pra Goiânia,
com 17 anos, continuava indo pras festas só em Nova Glória. O
segundo ano da faculdade fui pra UFG, com 18 anos, com moto e com a
cabeça um pouco mais aberta, fiz mais amigos ainda.
Mas o que isso tem a ver
com Milão. Em Nova Glória, as festas sempre foram sertanejas,
forrós e coisas relacionadas à música caipira. Ceres, mudou um
pouco, já que tinha amigos que curtiam rock e samba, mas o sertanejo
sempre continuou presente, em Goiânia, continuava voltando para as
festas de Nova Glória, até começar a parecer novos estilos, que
tomaram conta dos meus hábitos “culturais”, de consumo cultural,
como samba, rock, rock-pop, pagode, chorinho, marchinhas, veio ainda
mais forte o MPB, a Bossa Nova, e o sertanejo se tornou algo de Nova
Glória, que na minha cabeça não era algo bom, ou que, logo ela
começou a repugnar isso de forma a substituir meus gostos para os
novos.
Mas como ficar longe é
aprender que tudo tem seu valor, e ainda mais forte com o meu curso
na França, Cultura e Mídia, onde estudo produção, análise e
consumo cultural em seu mais variado grau, massa, elite... O
sertanejo voltou à tona, assim como várias outros ritmos musicais
brasileiros, principalmente na dança. Vários brasileiros, de
diversas partes do Brasil, com seus mais variados gostos musicais,
regionais ou não, me mostraram um certo prazer pelo não gosto
preconceituoso musical.
Ainda acima disso, as
músicas inglesas, espanholas, graças aos amigos espanhóis, às
baladas francesas e, claro, às músicas do gênero musical
“variedade francesa”, que engloba as músicas francesas, me
trouxeram um youtube louco, que ao mesmo tempo de escutar coisas da
dita cultura “pobre” e “elitizada”.
Um pouco com olhos e
percepção mais abertos, parece que a música que no começo foi
abandonada, o sertanejo, começou a vir à tona, de forma simples,
aqui o pessoal escutavam muito Michel Teló, que já deu no saco e
Gustavo Lima, cantor esse que já fez muito sucesso nas festas que
sempre fui no interior, assim percebi a particularidade deste gênero,
a que poucos conhecem, algumas músicas construídas em letras a ser
poéticas, quando não sendo criadas só para animar festas, para
dançar e esquecer da letra.
Milão me trouxe ainda
uma reflexão maior, brasileiros de diversas partes do país, que
aprenderam a gostar e apreciar os gêneros espalhados pelo Brasil,
assim, tendo misturas de pagodes com sertanejo, e o mesmo público
indo também nos dias de samba.
No dia da festa
brasileira, fiquei impressionado com a nostalgia que me veio, o
sertanejo de Goiás e o Pagode das festas brasileiras em Lille.
Para não prolongar muito
essa postagem, que é mais uma reflexão sobre percepção de consumo
musical, encerro por aqui, dando alguns exemplos e claro, algumas
explicações.
Chico Rei e Paraná -
Canarinho Prisioneiro.
Do dito “Sertanejo
Raiz”, que usa figuras de linguagem para fazer, no meu ponto de
vista, um pouco de crítica social e de uma paixão.
João Lucas e Marcelo –
Part Mc K9 – Louquinha (conheci em Milão, em uma festa brasileira)
Já é uma mistura de uma
dupla sertaneja com um Mc, tendo ainda mais o estilo “dança,
festa, ritmo”, essa é claramente dançante, já que eles já
insinuam como dançar a música. Um pouco machista, já que é um
homem dando ordens.
Falei de vários ritmos e
cheguei à música sertaneja, do sertão brasileiro, no meu caso, do
sertão goiano. Quem leu tudo, deixem um comentário, caso queria dar
sugestões ou mesmo crítica a postagem, que serão super bem vindas,
positivas e negativas (sem traumas). :D
La traduction en Français vient après,
car j'ai pas beaucoup de temps !

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