Um domingo qualquer
Há
muito tempo que comecei a ver os domingos de forma diferente. Nunca tinha me
atentado da importância dele para a vida. Sempre um dia chato e bucólico, que
no final acabava com Faustão ou Fantástico.
Era
tempo que a casa dos meus pais era meu único lar, ê Nova Glória...
Foi
ali que aprendi que os domingos era um dia diferente, as vezes meus pais me
acordava logo cedo, era dia de ir a Ipiranga visitar a vovó, ou passar pelo
Ipiranga, pegar a vovó e seguir para outro destino. Domingo de manhã era dia de
ir para roça, ir almoçar no compadre, ir almoçar na vovó, em algum tio ou mesmo
sair para ir no Campeonato de Motocross.
Mas
agora, domingo de manhã é dia de relembrar, as vezes de estudar, em outros
apenas de ficar quieto curtindo a ressacada da noite passada. Mas existem
domingos que também é dia de reviver, ir dar uma volta no parque ou na feira do
livro (que teve esses dias por aqui, em Porto Alegre), talvez uma volta na orla
do Guaíba, ou aceitar aquele convite de almoço na casa de um amigo.
A
idade chega, os compromissos também, mas domingo continua sendo um dia
diferente, sem Faustão, já que nem televisão tenho. Daqui uns dias, chega o dia
de voltar para Goiás, como nunca havia reparado, conto meus dias por lá em domingos
(ou finais de semanas), até porque os amigos e família trabalham e só os vejo
nos finais de semana.



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