Nessa longa estrada da vida, a aventura de morar só (parte 1)

Morar só sempre é a grande questão de um jovem. Quando você é de uma cidade de 9 mil habitantes, como Nova Glória, a questão facilita quando abre uma oportunidade de ir estudar fora ou trabalhar, como aconteceu com muitos dos meus amigos.
Peguei esse elevador chamado vida, e nos altos
e baixos chegamos no andar que queremos. :P
Tem foto no elevador do prédio novo sim!!!
No meu caso, eu ainda era um pré-adolescente quando fui morar fora, tinha acabado de fazer 14, fui morar num internato de uma escola agrícola. O que para uns é um terror, ali foi minha casa por 3 anos, mesmo indo todos os finais de semana para casa. O melhor dali foi aprender a cumprir regras, ter horários e aprender a responder pelos meus atos, além de todo aprendizado de compartilhar um quarto com mais 7 pessoas, respeitar o silêncio e também os momentos dos outros, tristes e felizes.
Depois disso, nunca mais voltei pra casa definitivamente, só por curtos períodos. Mesmo morando com minhas irmãs em Goiânia, aquilo também foi uma experiência de morar só. Foi a melhor, porque nunca me faltava nada, sempre aparecia um baconzinho na geladeira pros meus sanduíches gordos, que continua sendo meu estilo de vida em momentos de tensões.
Bom, os maiores choques de morar só foi na França, que dividi quarto de 14m² comigo mesmo, tendo que me agüentar nos dias frios de Lille, mas que com tantos vizinhos na mesma situação, sempre tinha alguém pra uma cerveja, um filme ou um passeio.
Daí veio Porto Alegre, depois de eu ter passado uns meses sem trabalho e sem “fazer nada”, além de me preparar para o mestrado.
Tem foto pagando de estudioso na sala
antes de ir pra faculdade também!!!
Chego nessa cidade, que mal conheço e considero pacas, divido apartamento com vegetariana forçada (sim, ela não fazia aquilo por dó dos animais, mas por causa da profissão), com duas outras pessoas legais, que também eram mestrandos na UFRGS e depois em outro apartamento com 5 pessoas, até vir morar só, e mais uma vez dividir um apartamento comigo mesmo.
Dessa vez foi mais fácil, mesmo não tendo muitos amigos como tinha em Lille, em Porto Alegre tem minha pesquisa, que tenho um relacionamento sério com ela, até fazemos sanduíches gordos com bacon e hambúrguer juntos em momentos de DR. Mas depois de dividir apartamento tanto tempo, morar só me mostrou o quanto é legal você ter seu próprio espaço, ter seus compromissos, se preocupar com coisas bobas, como “será que meu pão estragou?” até mais sérias, como “será que fechei a janela? com essa chuva”.
Bom, como um bom post longo, tem o “continua”, pois a aventura de morar só começou tem 1,5 meses, e já tem o segundo aluguel pra pagar, um projeto pra ser defendido esse mês e pães a serem comidos senão estraga.

Aquele 1% de carnaval, 1% nerd com óculos, 98% poser mesmo
1 semana pro novo post???


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