A noite cai, o frio desce, mas aqui dentro predomina essa estufa que me aquece!
4 anos de blog e nem fiz um momento nostálgico, vou agendar pro 5º ano, fazer uma publicação nostalgia, reagrupando os melhores momentos. Enquanto isso, o frio chegou, e diferente da música da Sandy, que o verão já vem logo depois do inverno, ainda tem que terminar o outono, e então a coisa fica séria. O inverno chegou mais cedo e um pouco (muito) mais rigoroso que ano passado.
Ano passado todos diziam que “não
tivemos inverno esse ano”, e eu sofrendo. Acostumar com o inverno foi difícil,
mas pior foi o verão, que chegou pra “acabar com os pequi do Goiás (ou acabar
com os butiá do Rio Grande). De uma semana fazendo máxima de 32 caiu pra acho
que 10º, sendo que hoje acordei com gostosos 4º, ainda tendo que levantar as 7h
para a aula.
Acho que foi no dia que vim fazer
prova, em dezembro de 2014, e falando com o Thiago, meu amigo do intercâmbio que
mora aqui em Poa, e ele me dizendo de ter que usar luvas e que isso era f*d*.
Eu nem imaginei isso, já que o inverno no ano passado foi de matar só pelo belo
motivo da gripe e do banheiro da casa que morava tinha uma janela enorme.
Esse ano eu descobri o Capeletti,
um macarrão recheado com frango que é diferente do que o inverno está (de
fuder), ele é a fuder - sim, isso aqui é tipo, bão demais da conta – Além da
sopa de capeletti, usar todas as roupas possíveis também é uma boa solução, ou
mesmo fazer sopa de legumes, chás e uma leve dose de álcool nos finais de semana
(pra se esquentar, vale ajuda de todos os lados).
A experiência mais legal, sendo
bem irônico, é lavar vasilha, escovar os dentes e as mãos. Sim, por incrível que
pareça temos que lavar as mãos ao sair do banheiro, e perder todo o
investimento feito para aquecê-las, seja com o copo de café quente ou
esfregando elas loucamente. Mas de outro lado, dormir é simplesmente a única
coisa que você quer fazer, além de comer sopa de capeletti, pois é o momento
que você é abraçado lentamente, ao mesmo tempo que você vai esquentando sua
cama e o travesseiro, até ser engolido por um lugar lindo e confortável chamado
sono.
Mas como tudo que é bom dura
pouco, meu despertador sempre tenta me tirar esse prazer. Normalmente ele
desperta e eu reluto, até desliga-lo e começar a criar coragem para escalar
aquela caverna quente chamada cama, para ter que usar aquela água fervendo de
frio. Mas como todo gaúcho sempre ensina, e são sempre dicas valiosas que ainda
são melhoradas, hoje o dia amanheceu quente, com 4º lá fora, mas com um aquecedor
pronto para ser ligado, antes mesmo de desligar o despertador.
Aquela luz no fim do túnel, me
esquentando enquanto eu saía daquela caverna quente, minha estufinha ali, me
animando e me fazendo chegar até antes na aula, junto com toda a equipe de suéter,
casaco, dupla pele e aquele cafezinho.
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| Quem penteia cabelo no frio? |
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| A salvação dessa manhã fria |



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