Viajo porque eu amo, volto por que preciso




Saí por aí. Já tinha passagens e tudo mais já comprado, mochila, algumas comidas, saco de dormir, leva a saudade, 1 mês é muita coisa sem, e mais 15 dias, é demais. A saudade, o dia dos pais, era final de semana de ir pra Nova Glória, se eu tivesse em Goiânia. Pegamos o trem no sábado. Mas antes, arrumamos tudo, preparamos roupas e coisas necessárias. Fizemos uma pequena festinha (em francês “soiré” (tipo happy hour).

Saio por aí, chego em algum lugar.










 Viajo, vou de trem. Chego a Dunkerque, norte da França, próximo da minha cidade (mais ou menos). Praia de Dunkerque, camping, praia e Sol. Areia e banho quente. Na água do mar um icebergue, porque eu nunca tinha visto água tão gelada.

Conheço duas praias, a de Dunkerque e outra próxima, montamos barraca na beira do mar.


A vida é assim, um dia estamos em casa, em outro estamos fazendo qualquer outra coisa, até mesmo fazendo acampamento em um país ainda a desbravar. Mudamos de acampamento duas vezes, um tinha barzinho e tinha coisas pra fazer a noite, o outro era numa cidade estranha e parada. “,” (virgula), porque nós descobrimos que a cidade tinha gente e movimento no final.

Mas é assim, experiências novas são sempre válidas, pega a barraca e o saco de dormir. Durma e aproveite esse tempo. Depois arrume tudo, coloque nas costas e vá pra outro lugar.


Logo cedo fomos pra Montreuil Sur Mer, montamos o acampamento de novo, em um lugar bonitão, em uma montanha, ao lado de um rio. Rapidão já pegamos um trem e fomos pra Touquet Paris Plage, sim, a praia dos parisienses. Mas primeiro fomos pra Beck, uma cidade estranha e sem muitos atrativos, principalmente visuais. Sorte da criança aqui, tenho 19 e até essa idade não precisava pagar bus. Hehehehe #souexperto #sounovinho.

Touquet, se cansarm me arrume uma bicicleta. Mas se não, temos várias coisas pra fazer, comprar, comer e enviar lembrancinhas em forma de postais pra família no Brasil.


Descubro a cidade que ainda não conhecia, uma Citadelle (veja no Wikipédia) é uma cidadizinha fortificada, com muros altos, para proteger os moradores no tempo da guerra. Tudo bem antigo, escuro, e nós nesse lugar tenebroso, conhecendo a outra parte da cidade que ainda não conhecíamos. 
Onde fica a luz? Os moradores? E onde tem um lugar pra socializar? Descobrimos essa parte da cidade no dia seguinte.


Wimereux, o que é isso? É de comer ou de passar nos cabelos? Nada disso, mesmo essa cidade nos recebendo com chuva e um pouco de frio, elas nos mostrou coisas bonitas. Igreja bonita e até as senhoras rezando “Ave Maria” em Francês. Conheci falésias, o sol apareceu, ficamos na praia, comi comida tradicional e com uma pimenta dos !@@#@!$#.


Eu sabia que tinha outra coisa atrás daquilo, mas só percebemos depois. A vida é assim, atrás das cores existem outras.









Eu sabia que aquele grupo não estava tão feliz assim, as vezes um queria ficar só, outro queria ficar junto. Chegou hora que eu pensei que poderia ser eu, que faço brincadeiras demais e sou chato. Mas não, acho que não estávamos nos sentindo em casa, era dia dos pais. Todos ligaram pros pais. Claro, essa história tinha que ser contada antes de Wimereux, em Dunkerque, que foi no domingo. A tristeza e a alegria entrou na roda, nós nos demos força, e claro, foi o dia dos pais mais engraçado.


###ATENÇÃO ### PAIS, DIA DOS PAIS É DIA DE FICAR COLADO NO TELEFONE, principalmente quando tem filhos que moram longe, em outro fuso horário. Por favor, da próxima vez não desgrude dos meios de comunicação.

Mas tudo ficou bem, mesmo não se sentindo em casa, e aquela não sendo nossa pátria, descobrimos a união, e o frio da França nos trouxe a vontade de tomar algo, cerveja, claro.






Eu sabia, que depois de bons papos voltaria a me sentir em casa. Por que trazemos na cabeça lembranças, ou algo que me faça me sentir no “Meu Brasil”.





Durante toda viagem tivemos que escolher caminhos, mas os guias não estavam funcionando. Eram flores e pedras (pedras, porque andamos de trem, e no trilho tem. Ashdfha #podre) pelo caminho. Mas fizemos as escolhas, e conhecemos o Nord Pas de Calais.



Nos unimos, nos demos forças, bebemos e festejamos juntos. Viagem com amigos é outra coisa. É um tal de abraça, de não deixar a peteca do outro cair. Se ninguém entende seu português, use-o a favor, fale mal e aproveite pra fazer comentários impróprios na língua desconhecida. Ahhhh, e aproveite o anonimato pra fazer coisas que não seria legal fazer perto de conhecidos.

Sim, todos tem uma câmera pra registrar os momentos, as felicidades, brincadeiras.

Não se esqueça das sombras, aproveite o sol, pegue um pouco do céu. Junte e fome uma monocromia de ideias.

Se nada der certo, escreve uma carta, peça algo. Ahhh, e se viver algo legal anote, quem sabe quando você morrer sua vida não mude, e você pode até ser conhecido. Que louco menino. Ou que menino louco. Por que faz isso?

Só uma pessoa como você pra fazer isso. Como assim? Escrever em primeira e terceira pessoa. Sim, você escreveu várias páginas no seu caderninho, que a Naza te deu.


Mas já falei demais, acho que já ficou chato e sem graça. Pois é, volto para o mundo real, volto a minha vidinha de França, tudo novo, tudo de novo. Tudo maravilhoso. Volto pra casa. Volto para junto dos outros, para a internet, e claro, liga pra Mamãe e pro Papai pra falar que está vivo.




#asmãespiramNofilhoviajando 

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